
marujo se há por nós que despertamos no mar tenebroso,
coração aponta para o novo mundo.
que não se ouçam forças alegres!
que o homem olhe para o céu, esperança!
e amaldiçoado esse dia se há por nós que despertamos...
...Miguel.
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eu vi o rei de Babel
eu vi num sonho o rei de Babel
me lançou uma mirada cega
seu rosto me pareceu mais milenar que o bronze
anterior ao dilúvio, anterior aos atlantes.
já não há faces assim.
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20hs, 09m: um súbito aquecimento do lóbulo e Elemiah se sobressai na penumbra do quarto.
Popentino sorumbático se afasta do cortinado rumo ao sereno lá fora.
eu vejo nas mãos de Elemiah a ocarina onírica.
- Desenterre teus talentos. tome o que é teu em Quo Primum Tempore e conte sobre o tempo da inocência que foi, o tempo das lágrimas que é e sobre o tempo da nova inocência que vem.
- ah, Elemiah...eu não passo de uma criança. como posso falar sobre coisas desse mote?
(Popentino veio com um de seus remoques mas dessa vez um tanto indistinto).
- Não se preocupe com o que há de dizer - prosseguiu Elemiah - o paráclito te cobrirá em sua sombra e soará através* de ti.
e partiu no rosado nascente da aurora.
(eu ouço o som de suas asas)
"Linda unidade, não é mesmo Popentino?"
Popentino?
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* per-sonare