quarta-feira, 10 de novembro de 2010


manimal

do Qohélet:

e disse eu/para dentro de mim//
quanto aos/ filhos do homem//
Iahweh os esmerilha///
e que vejam/ para dentro de si//
não são mais que animais ademais/ não mais

a BJ (desatenta à função poética) traz:
"acerca dos homens pensei assim: Deus os põe à prova para que vejam que por si mesmos não passam de animais".

não é bem ao homem, mas ao filho dele: para o Filho do homem:
o homem-outro.




animago


"único" no sentido qualitativo, inteiramente Outro de todos os outros, o deus semítico é um deus que responde.
Jó viu tudo o que tinha erguido ruir.
buscou entender sua miséria e sua dor a partir de si mesmo.
mas do coração do mistério, a pessoa absoluta "desce" em espiral bereschit - tempestade teofânica - e se empenha em convencer à sua criatura do dezarroado que é pretender medir a magnitude do desígnio pela reduzida craveira humana.

onde voce estava quando eu fundava a Terra?
Nevaloth hoje é o teu nome mas Eu Sou teu ânimo.
volte ao faz-de-conta.

sim
nós desprezamos a única coisa que nos diferencia dos animais¹.
e a única é única.

singular.

__

sim, manimal.
como se um desenho animado enlouquecesse.
perdeu o sentido ao se perder nos sentidos.

__

1- não é a razão.
nos animais também há razão.
nenhum animal é irracional.

o especismo é o mais velho preconceito humano.