domingo, 12 de dezembro de 2010


para Étoile


cartas 119.
despedida e anunciação.
re-apresentação.

"entendo .
voce não vê mudança.

pudera

o Filho do Homem quis ser o teu poeta.
e todo poeta é um fingidor, já admitia um deles.
o poeta chega ao limiar mas não entra.
ele escuta mas não responde.
se contenta em registrar o que escutou.



medo.

pressentindo a morte ele estende o esṕelho da Arte para a medusa e significa o Numinoso.

medo.

mas agora e o Filho do homem está sendo "entrada".
mas agora e o Filho do homem está respondendo/obedecendo.
sabe que vai morrer e celebra seu próprio requiém.
porque soube que do Outro lado do abismo está
alguém que o AMA.
soube que não é bem ele que entra mas sim o Numinoso é que vem
para cá.

através dele.

e será essa chegada que o mudará.

te peço mais um pouco de paciência.
já o Filho do Homem ouve o rumor de asas que ruflam em abaixo.
está perto.
chegando.


um beijo em teu rosto, Filha do Homem".