sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


a fala Rosa

a rosa e suas pétalas em espiral...
vida que desenha a aproximação do amor.
assedia de longe e vem se aproximando até chegar ao epicentro
como uma águia descendo para pegar a lebre

também nos tornados
também no nautilus

a forma fala
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o casamento do materialismo com a metafísica.

parte I - Guy Debord e a Representação.

não estou dizendo que Debord está sendo metafísico quando vê o Espetáculo invertendo o sentido da representação. estou dizendo é que esta problemática não é exclusivamente materialista.

o fato de ser exposta em seu aspecto materialista não invalida sua abordagem pela perspectiva da metafísica.
para mim andam juntas.
materialismo e metafísica não são mutuamente excludentes. são pólos de uma mesma realidade como as cargas negativa e positiva de uma mesma pilha.

acho que pode haver continuidade entre materialismo e metafísica, Aristóteles e os tomistas que o digam.

a vida humana é aceita nos domínios da transcendência.
nada mais "vitalista" que a transcendência.
nada mais vital do que a capacidade de superar uma dada situação e com ela, nós mesmos.
o problema é que o termo vem imediatamente associado à "misticismo" como conteúdo a ser depreciado já de cara.
"misticismo" vem de "mística" que por sua vez deriva de "mistério".
estudiosos e simpatizantes de Debord, nada temos a perder com os desdobramentos para outros domínios das noções desenvolvidas em "A sociedade do Espetáculo".

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Levinas e o paradoxo do conhecimento
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"sobre os fins da filosofia...os filósofos aspiram a 'explicar' o mundo, de forma a que tudo se torne claro e transparente e que a vida não contenha mais nenhum (ou contenha o menos possível) de misterioso". Não seria necessário antes se empenhar em mostrar que isto mesmo que parece aos homens claro e compreensível é estranhamente enigmático e misterioso? Não seria necessário esforçar-mo-nos para nos libertarmos e libertar os outros do poder dos conceitos, cuja clareza dstrói o mistério? As fontes do ser estão em efeito no que se vela, e não no que está à descoberto"

Le Temps etl'Autre - Émmanuel Levinas .

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penso exatamente ao contrário dessa tal Emiliano. toda a questão da Representação fora do lugar, invertida, indica claramente o oposto do que ele está dizendo. o existente é necessário mas não necessariamente onde os homens o querem.
existe um domínio separado que só pode ser interpelado pelas categorias da Representação. é este domínio que a Sociedade da Mercadoria está PARODIANDO.