quinta-feira, 30 de setembro de 2010


dos marcos miliários


em matéria de instrução: antes e depois dela.



os exegetas apontam que o grande diferencial da Bíblia de Jerusalém é que, além da tradução dos originais do hebraico, aramaico e grego, existe a contextualização histórica, dentro do ambiente físico e cultural relativo à época em que cada livro foi escrito. Trata-se de uma obra que representa "a união do monumento e do documento", de acordo com Lagrange, criador da Escola Bíblica de Jerusalém, unindo assim "a arqueologia, a crítica histórica, a lexografia e a exegese dos textos.






a Bíblia de Jerusalém é considerada atualmente, pela maioria dos lingüistas, como a melhor para estudos. aplicável não apenas ao trabalho de teólogos, religiosos e fiéis, mas também para tradutores, pesquisadores, jornalistas e cientistas sociais, independente de serem católicos, protestantes, ortodoxos ou judeus, ou mesmo de qualquer outra religião ou crença como os ateístas por exemplo.

faz sentido que o conjunto de textos mais subversivo de todos os tempos tenha sido conservado pelo estamento mais conservador de todos os tempos.
a ironia, que faria os deuses do olimpo prorromperem em gargalhadas, é o reflexo posterior,les hommes, da implacável lógica do paradoxo.

o hebraico diz "e Saul tinha dois anos quando começou a reinar" e os exegetas batem o martelo: absurdo.

não para mim.