
esparsas Dabar
eles pressentiram a presença de uma liberdade que antes só a morte podia abrir.
recuperaram a noção do Messias como aquele que longe de encerrar o messianismo em si, o abre. (isso se encontra, por ex, na coleção dos Logia)
e vem a hora e já a Dabar pensa a mensagem de Jesus como o lugar onde o sentido do messianismo irrompe na história.
ou seja emergência e não desfecho.
foram aqueles concílios que se exprimiram em conceitos gregos e a metafísica que re-substancializaram o homem-porvir. a cristalização é filha da traição.
afinal se o messianismo é um acontecer, o homem também o é, logo não são excludentes. pelo menos assim pensa a Dabar e o Filho do homem se insere nesse extravio da identidade.
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(Dabar difusa em Ruah vai nos salvar)
"A única forma de revitalizar a dimensão escatológica do messianismo: liberá-lo de todo essencialismo, recuperá-lo como negação da metafísica ( não negação, revogação: a metafísica é que nega o messianismo, o escraviza e cristaliza), como Abertura".
"se você derruba o essencialismo, você tem o esboroamento de todas as implicações regressivas deste, no campo social, jurídico, econômico ( aliás, Marx...) opondo a viés metafísica. o sujeito não possui seus atributos – propriedade à paulina - faz apenas um uso temporário destes, pois o Reino de Deus está vindo e nada pertence a ninguém essencialmente - valor de uso.
essa seria a atitude a ser enfatizada sob a perspectiva messiânica. isto não me pertence, nada me pertence, pois não sou nada; não sou/possuo uma essência pois a derivação posterior deste sujeito detentor/proprietário de atributos é evidente: possuo um escravo, uma fazenda, um empregado, uma empresa..."